A origem do plástico: a invenção que mudou o mundo para sempre
Olá pessoal, tudo bem? Hoje postamos o nosso terceiro artigo do blog. Estão gostando? Comente o que você está achando dessa nova fase da Nakuãn. Durante o mês do julho sem plástico, vamos dedicar o espaço da página para abordar o tema, trazendo curiosidades e os desafios do mundo para lidar com o plástico. Então vamos lá!
Você já parou para pensar como era o mundo antes do plástico?
Parece difícil imaginar, mas houve uma época em que praticamente tudo era feito de vidro, madeira, metal, tecido, barro ou papel. As compras eram levadas em cestos, as garrafas eram de vidro retornável e muitos objetos eram feitos para durar décadas.
Hoje, basta olhar ao nosso redor. O plástico está na escova de dentes, no teclado do computador, no carro, no celular, na caneta, nos brinquedos, nas embalagens e até em equipamentos que salvam vidas nos hospitais.
Mas afinal, de onde surgiu esse material que mudou completamente a forma como vivemos?
Tudo começou com uma boa intenção
No século XIX, alguns materiais naturais começavam a ficar escassos. Um deles era o marfim, muito utilizado para fabricar bolas de bilhar, pentes e diversos objetos.
Foi então que cientistas começaram a procurar um material alternativo.
Figura 1. Alexander Parkes (1813 – 1890).
Em 1862, o inventor inglês Alexander Parkes apresentou um material chamado Parkesine, considerado o primeiro plástico produzido pelo ser humano. Apesar de inovador, ele ainda tinha limitações e não conseguiu conquistar o mercado.
Alguns anos depois, em 1907, o químico belga naturalizado norte-americano Leo Baekeland desenvolveu a baquelite, o primeiro plástico totalmente sintético da história. Era resistente ao calor, não conduzia eletricidade e podia ser moldado em diferentes formatos.
Sem saber, Baekeland estava inaugurando uma nova era.
O plástico revolucionou o mundo
Durante o século XX, principalmente após a Segunda Guerra Mundial, a produção de plástico cresceu de forma impressionante.
E não foi por acaso.
O material era leve, resistente, barato, impermeável e extremamente versátil.
Em pouco tempo começou a substituir madeira, metal, vidro e outros materiais em centenas de produtos diferentes.
Graças ao plástico, muitos equipamentos médicos ficaram mais seguros e acessíveis. A indústria alimentícia ganhou embalagens que aumentaram a conservação dos alimentos. Os automóveis ficaram mais leves e econômicos. A tecnologia também evoluiu utilizando componentes plásticos em praticamente todos os aparelhos eletrônicos.
Ou seja, o plástico trouxe inúmeros benefícios para a sociedade.
Então por que ele virou um problema?
Na verdade, o problema nunca foi o plástico.
O problema foi a forma como passamos a utilizá-lo.
Durante décadas, criamos uma cultura do descartável.
Copos usados por poucos minutos.
Canudos utilizados durante alguns instantes.
Sacolas descartadas logo após chegar em casa.
Embalagens que cumprem sua função em poucos dias, mas permanecem no meio ambiente por centenas de anos.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP), mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas todos os anos no mundo, e uma parcela significativa é destinada a produtos descartáveis.
Grande parte desse material acaba em aterros, rios e oceanos.
E aí começa o verdadeiro desafio.
O plástico desaparece?
Infelizmente, não.
Ao contrário do que muita gente imagina, o plástico não simplesmente desaparece.
Ele vai se quebrando em pedaços cada vez menores, formando os chamados microplásticos.
Essas pequenas partículas já foram encontradas em rios, mares, alimentos, água potável e até no corpo humano.
Os cientistas ainda estudam todos os impactos desses microplásticos na nossa saúde, mas já existe um consenso: reduzir o descarte inadequado é uma necessidade.
Existe solução?
A boa notícia é que sim.
E ela não depende apenas de grandes empresas ou governos.
Cada pessoa pode fazer pequenas mudanças que, somadas, fazem diferença.
Você pode começar hoje mesmo:
- levar uma ecobag ao supermercado;
- utilizar uma garrafa reutilizável;
- evitar produtos com excesso de embalagens;
- separar corretamente os recicláveis;
- reutilizar embalagens sempre que possível;
- consumir apenas o que realmente precisa.
Nenhuma dessas atitudes vai resolver o problema sozinha.
Mas milhares de pequenas escolhas mudam o mundo muito mais do que imaginamos.
O compromisso da Nakuãn
Quando criamos a Nakuãn, sabíamos que seria impossível eliminar completamente todos os impactos ambientais.
Mas também sabíamos que era possível fazer escolhas melhores.
Por isso, optamos por embalar nossos sabonetes em papel celofane, produzido a partir de celulose proveniente de reflorestamento.
Também buscamos reduzir o uso de plástico em todo o processo de embalagem e envio dos nossos produtos.
Não fazemos isso porque está na moda.
Fazemos porque acreditamos que empresas também têm responsabilidade pelas escolhas que fazem todos os dias.
Sabemos que ainda existe muito a melhorar, mas toda mudança começa com o primeiro passo.
Uma reflexão
É curioso pensar que o plástico nasceu para resolver problemas da humanidade.
E, durante muito tempo, cumpriu muito bem esse papel.
Talvez o desafio da nossa geração não seja acabar com o plástico, mas aprender a utilizá-lo com mais responsabilidade.
Consumir melhor.
Descartar corretamente.
Valorizar produtos duráveis.
E lembrar que pequenas escolhas, repetidas todos os dias, têm o poder de transformar o futuro.
Afinal, cuidar do planeta também é uma forma de cuidar das pessoas.
Fontes e referências
- United Nations Environment Programme (UNEP). Turning off the Tap: How the world can end plastic pollution and create a circular economy. 2023.
- Encyclopaedia Britannica. Plastic. https://www.britannica.com/science/plastic
- Science History Institute. Leo Baekeland and Bakelite. https://www.sciencehistory.org
- Plastic Free Foundation. Plastic Free July. https://www.plasticfreejuly.org
- Our World in Data. Plastic Pollution. https://ourworldindata.org/plastic-pollution


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